Recuperação Antigênica

- A recuperação dos antígenos é uma etapa crucial da técnica IHQ. Falhas nesse procedimento podem acarretar.

-Na total ausência de coloração específica, ou na presença de coloração de fundo inespecífica e artefatos de reação (enrugamento dos tecidos, descolamento dos tecidos das lâminas, etc).

- É importante que a solução tampão para recuperação antigênica esteja pré-aquecida (Banho-Maria, 95-99°C)

-Ao se introduzir as lâminas. Marcar o tempo de exposição ao calor (este pode variar de 20-40 minutos, no caso do Banho-Maria ou Panela a Vapor).

Observação: a temperatura deve ser aferida diretamente na solução de recuperação, com um termômetro. No caso da utilização do Banho-Maria ou Panela a Vapor, um orifício pode ser feito na tampa, permitindo que um termômetro seja introduzido diretamente dentro da cuba contendo a solução de recuperação.

- Não é aconselhável que o tampão de recuperação entre em ebulição durante o aquecimento. Assim, em localidades onde a água entra em ebulição a 98° C, devido � pressão atmosférica, o usuário deverá verificar e ajustar a temperatura ideal a ser utilizada para a recuperação � s suas condições.

- Após exposição ao calor, a cuba contendo as lâminas imersas na solução de recuperação antigênica deve ser retirada do Banho-Maria ou Panela a Vapor e colocada para resfriar � temperatura ambiente por 20 minutos.

Observação: este período de resfriamento das lâminas em contato com a solução faz parte do processo de recuperação antigênica devendo, portanto, sempre ser obedecido.

- Evite utilizar um único protocolo de recuperação antigênica para todos os anticorpos. Alguns requerem digestão com enzimas proteolíticas, outros recuperação por calor em tampão citrato, pH 6.0, ou tampão Tris modificado pH 9.0.

- Observação: As bulas dos anticorpos primários trazem sempre indicações sobre a melhor forma de recuperação-antigênica, faixa de diluição para o anticorpo, possíveis sistemas de visualização e controles positivos e negativos.